Entrevista com Dr. Ricardo Teixeira, Oncologista Clínico participanete do 4º “Máster class” de oncologia médica de 04 a 11 de março, Limasol – Chipre organizado pela Escola Européia de Oncologia.

01. Quem foram os principais professores que ministraram o “Masterclass”?

R: Contamos com as presença dos Dr. Alberto Costa, Diretor da Escola Européia de Oncologia, em Milão, Itália, Prof. Hebert Pinedo da Universidade Livre de Amsterdan, Holanda, Aron Goldrich, Chefe do Serviço de Oncologia Médica do instituto Europeu de Oncologia, em Milão, Itália, Franco Cavalli, Presidente da UICC, Matti Aapro, da clínica Genolier, na Suíça, Louis Denis, da Bélgica, Keith Griffiths, da Inglaterra, muitos de reconhecimento mundial, na especialidade entre outros.

02. Quantos Médicos Oncologista participaram e de quais países eram oriundos?

R: Participaram neste 4º “Masterclass”, oncologistas clínicos de vários países do mundo, eu fui o único representante do Brasil. Haviam colegas de especialidade da Inglaterra, França, Itália, Grécia, Alemanha, Finlândia, Suécia, Eslovênia, Bélgica, Rússia, Bulgária, Croácia, Irlanda, Israel, Turquia, Romênia, Hungria, Líbano, Polônia, Lituânia,, Suíça, Holanda. Fomos selecionados pela ESO (Escola Européia de Oncologia) especicamente para este curso avançado em Oncologia Médica.

03. Quais os temas oncológicos foram abordados no curso?

R: Foram temas monográficos, p.e., câncer de mama, pulmão, colo-reto, próstata, linfomas, leucoses, bem como medicina paliativa oncológica; cada dia da semana era abordado cada um dos temas citados, esgotando-se o tema, até a discussão de casos clínicos; as aulas eram iniciadas às 8:00 horas, duas horas de intervalo para almoço e o término de todas as atividade às 20:30 horas, portanto tratou-se de curso de imersão em com caráter residencial

04. Quais as novidade em câncer de mama?

R: Falou- se sobre a nova técnica de prof. Umberto Veronesi, após a cirurgia conservadora de mama com pesquisa de linfonodo sentinela axiliarm aplicando radioterapia intra-operatória, cuja denominação é ELIOT (Electron Intraoperative Therapy), que compreende remoção tumoral, reconstrução imediata, proteção da parede torácica e a respectiva radioterapia.
Salientou-se a importância do estudo dos receptores estrogênico e progestagênico para possibilitar a indicação de inibidores de aromatase, na pós-menopausa (p.e. Arimidex), bem como a importância do teste de HER2, com o escore e intensidade.
Saliantou-se a importância da quimioterapia adjuvante em mulheres pré-menopausais, sendo obrigatória a inclusão de regime com Antraciclina e na neo-adjuvância, para localmente avançado, a combinação Paclitaxel-4 Epirubicina, no total de 4 a 6 ciclos, em caráter pré-operatório.

05. Quais são os novos tratamentos em câncer de cólon?

R: Não há grandes novidades ademais dos conhecidos esquemas FOLFOX, FOLFIRI já aplicados em nosso meio. Na Europa há muita experiência com TUMUDEX como droga única ou em regimes de combinação. Há estudos clínicos em curso com AVASTIN e ERBITUX, contudo ainda não dispomos das mesmas.
Estão sem finalizados os estudos MOSAIC que mudarão a adjuvância do Câncer de cólon, de Ácido Folínico – 5 FU para outros regimes, p.e., Oxaliplanina, etc, objetivando melhores taxas de reposta e maiores intervalos livre de doença.

06. O que há de novo em câncer de Pulmão?

R: Em câncer não-pequenas células finalmente estabeleceu-se como o melhor regime, na adjuvância, Paclitaxel-Carboplatina, objetivando a cirurgia radical ao final de quatro ou seis ciclos.
Na doença metástase, o mesmo regime acima também é o ótimo; finalmente o papel do Gefitinib (IRESSA) está determinado como 2ª linha, em adenocarcinoma de mulheres em não fumantes, sendo o seu uso como droga única, sem combinação com quimioterapia antineoplática.

07. Quais são os “higthligths” em câncer de próstata?

R: Alertou-se sobre a não recomendação, em Saúde Coletiva, de rastreamento em massa populacional, com PSA, ecogragfia e toque retal; PSA é um pobre marcador tumoral para diagnóstico e é ótimo, tão somente, para o seguimento de pacientes oncógicos, são “regras” difíceis de romper.
No bloqueio androgênico totalm há consenso mundial da combinação ZOLADEX-CASODEX; a duração é discutida e há várias estratégias, intermitente, por um anom três anos ou continuada até a prograssão de doença neoplásica.
Napiação de doença metastática por carcinoma de próstata ambos esquemas abaixo são igualmente úteis e eficazes:

>Mitoxantrone plus prednisona
>Docetaxel plus prednisona

08. E sobre a quimioterapia do câcer do colo uterino?

R: A melhor combinação de drogas compreende, cisplatina, ifosfamida com paclitaxel, como o melhor regime, no momento e a taxa de resposta é de 34%, esta mesma combinação também é aplicada como neoadjuvante nos tumores localmente avançados.
Foi apresentado um grande estudo clinico que demonstrou a vantagem da quimio-radioterapia sobre radioterapia isolada, após a cirurgia quando estão presentes fatores de alto risco, como linfonodos positivos, margens comprometidas, bem como, paramétrio.
Outras drogas vêm sendo estudadas como agentes únicos, como p.e.; CPT11, Topotecan, Gemcitabina e Vinorelbina.

09. Quais os esquemas de quimioterapia em carcinoma de encométrio apresentados no 4º “Masterclass”?

R: Foram apresentadas, Adriamicina como agente único, Adramicina com cisplatina e a mais usada, no moneto, taxol, cisplatina com adriamicina, Deve ser salientado estudo recente e promissor em Sarcoma uterino com combinação, taxotere – gemcitabina.

10. E em câncer de ovário?

R: Há hoje consenso mundial que a melhor combinação na adjuvância e na doença metastáticam taxane com carboplatina, devendo ser frisado, paclitaxel, 180mg/m² e carboplatina, 300mg/m².
A grande problemática reside na 2ª linha e há estudos clínicos demonstrando a eficácia e suficiencia da carboplatina como droga única e como droga única, oxaliplatina, topotecan, gemcitabina, epirubicina, doxorubibina liposomal.
Deve ser frisado o renascimento da quimioterapia intraperitonal em câncer de ovário.

11. O que foi abordado em câncer de cabeça e pescoço avançado?

R: Foi demosntrado a importância da combinação quimio-radioterapia, para o aumento do controle local e erradicar as micrometastases sistêmicas, sendo a droga de escolha, a cisplatina.
Na neo-adjuvancia, o melhor esquema é a combinação, Taxane, Cisplatina com Fliorouracil.

12. Em linfomas não-hodgkin, quais as novidades?

R: A experiência alemã com o esquema CHOEP (com a adição de etoposide), aumento a sua eficácia, contudo com alguma toxidade e este esquema só e aplicável e, pacientes de 60 anos de idade; os resultados terapêuticos são otimizados com o intervalo de 14 (catorze) dias.

 

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